Esquemas a evitar em Bali

Quando viajamos para sítios que nunca antes visitámos, não temos ideia do que podemos encontrar, e como em todo o lado, há sempre esquemas a evitar.

Especialmente países que vivem maioritariamente do turismo, há uma propensão maior a um aproveitamento do turista, no que concerne a ganhar e fazer o máximo de dinheiro possível. E como não é só das coisas boas que se deve falar, decidi criar este post com algumas dicas. Especificamente dirijo-me a Bali, pois na ilha onde estou, Gili Trawangan é tudo tranquilo, e em Lombok não tive qualquer situação “estranha”.

Destaco estas situações, que na minha opinião, devem ter especial atenção.

Câmbio de Dinheiro:

Ainda bem que eu já sabia do esquema que vos vou contar. Porque a mim aconteceu-me, e eu vi mesmo à minha frente a tentarem-me enganar com troca de dinheiro.

Então mas o que é que eles fazem e o que é que aconteceu?

Pois bem, num dos meus regressos a Bali, antes de seguir para as Gili, tive que trocar os Ringgits (moeda da Malásia) para Rúpias. O motorista com quem estava levou-me ate Kuta, e pedi-lhe para trocar dinheiro. Indicou-me uma loja, normal, com roupas e mais não o sei o que,e que fazia também…câmbio! Há milhares destas casas em Bali. Tudo parecia normal, com excepção para o homem, que contava mil vezes o dinheiro, e punha no balcão e tirava. E eu a ver, como já sabia que havia destes esquemas, não tirei os olhos do dinheiro. E ele, nem uma palavra. Basicamente, o que fazem quando estão a contar o dinheiro, “deixam cair” algumas notas, como se de um baralho de cartas se tratasse. E eu apanhei-o, porque era suposto ter 800mil rúpias, e nunca estava esse valor, mas sim….menos!!! Bem menos. Até que me passei, recolhi os ringgits de volta, e saí de lá a refilar em voz alta que é uma vergonha, num país que vive do turismo, isto acontecer.

Depois disso, o motorista lá me levou a uma loja oficial, que para além de não cobrar taxa de conversão, o valor de cambio era bastante melhor!

Por isso escrevo este artigo, porque ja varias pessoas passaram por isto, e a maioria não sabe e fica sem o dinheiro. Sai da loja, não confere, e nem repara, e depois quando se apercebe já é tarde!

REGRA DE OURO: em Bali, cambiem SEMPRE o dinheiro em casas de cambio OFICIAIS. Não usem qualquer chafarica para cambiar dinheiro. Antes de saírem da loja de cambio, CONFIRMEM SEMPRE a quantia.

Táxis

Este tema tira-me particularmente do sério. Não houve pior experiência em Bali para mim do que isto. É particularmente um inferno na hora de necessitar de táxi, ter que lidar com negociações, que sei perfeitamente que são completamente inflacionadas! Como não conduzo mota, logo tive (e tenho) que recorrer aos táxis sempre que vou a Bali. E é aqui que eles se “esticam” e se aproveitam.

Mas como contornar este “problema”?

Bem, primeiro, se tiverem já um taxista recomendado, usem esse contacto.

Caso não tenham, e o que me safou por varias vezes foi a aplicação GO-Jek. Uma espécie de Uber (que também há, mas nunca usei) da Indonésia.

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Go-Jek

Mas claro que não é um mar de rosa, e como devem imaginar os táxis e os Go-jeks, andam sempre em guerra. Pois está claro, o valor do Go-jek é justo, e vem tirar aos táxis “o negócio da China”. Experimentem fazer simulação de um percurso com Go-Jek, e depois comparem com um valor pedido por um taxista.

É possível ver por todo o lado, sinais que permitem ao Go-jek, Uber, etc, apanhar ou largar clientes. Exemplo disso é o aeroporto, para ir para o aeroporto já usei a app, mas para sair do aeroporto, tenho sempre que “gramar” com os valores inflacionados dos táxis. Não descobri ainda outra opção!

Barcos

Neste ponto, embora não me tenha acontecido a mim, já ouvi algumas situações desagradáveis para quem apanha o barco de Bali para as Gilis.

Em primeiro lugar, quero só referir, que o preço dos fastboats Bali-Gilis, pode variar, em rúpias, entre 400k e 600k. Dependendo da empresa, da época em que estamos, e também da nossa capacidade de negociar.

A historia mais recente que ouvi, foi de um casal de portugueses que pagou CADA UM 1milhão e 200mil rúpias pelo percurso de barco! Pois está tudo dito. Foram enganados. Fiquei chocada! Eles depois, no regresso a Bali, iam voltar a estar com quem lhes vendeu o bilhete, fiquei com curiosidade para saber o desfecho.

Outra situação que me descreveram, foi venda falsa de bilhetes e barcos sobre lotados. Nunca me aconteceu, mas fica o alerta.

Há muitas companhias a fazer a travessia, e já vim em barcos que me deram pouca segurança, por isso, ultimamente tenho escolhido a Eka Jaya. Que já falei aqui.

Estas 3 situações, até ver, são as que chamo especial atenção. Caso se lembrem de mais situações, ou se vos aconteceu alguma coisa em particular, partilhem nos comentários, pois assim chega a mais viajantes.

Posto isto, sabemos que situações destas acontecem por todo o lado, por isso, não deixem de desfrutar das vossas férias à mesma. Bali continua a ser uma ilha fantástica e que vale a pena visitar, pelo menos uma vez na vida!

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Entretanto, para que chegou agora, pode seguir o meu dia-a-dia pela Indonésia (nomeadamente, pela Gili Trawangan,) no meu Instagram.

Boas Viagens ❤️

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